Principal aliado do governo sírio, a Rússia lançou, em setembro passado, uma campanha aérea para apoiar Assad militarmente. A ajuda gera atritos constantes com Washington.

"As conversas concentram-se na cooperação militar entre ambos os países e nas ações conjuntas na luta antiterrorista em território sírio", informou a agência oficial de Damasco SANA. Já o Ministério russo da Defesa disse que a reunião foi dedicada a "temas da atualidade da cooperação militar e técnica, além de alguns assuntos da cooperação da luta contra grupos terroristas que operam na Síria".

Essa visita acontece depois de o porta-voz do Departamento americano da Defesa ter manifestado a "grande preocupação" do Pentágono com o bombardeamento russo contra forças apoiadas pelos Estados Unidos no sul da Síria. Essas tropas combatem o grupo Estado Islâmico (EI).

Comandos militares americanos expressaram à Rússia, por videoconferência, uma "séria preocupação com o ataque contra forças apoiadas pela coligação (internacional que combate na Síria) anti-EI, no posto de Al-Tanaf, que afetou forças que participam do fim das hostilidades na Síria", anunciou o porta-voz Peter Cook.

O Pentágono "insistiu que essa preocupação seria tratada nas discussões diplomáticas em curso sobre o fim das hostilidades", acrescentou Cook.

Segundo fontes americanas, na última quinta, a Força Aérea russa bombardeou, em Al-Tanaf - um posto fronteiriço entre Síria e Iraque -, um grupo de combatentes apoiados pela coaligação internacional liderada pelos Estados Unidos. Moscovo negou.

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