“Concretizando-se o cenário de greve e verificando-se escassez de combustível, a STCP tem já delineado um plano de contingência dinâmico e adaptável a um conjunto de diferentes situações que poderão ocorrer”, diz a empresa, numa resposta escrita enviada à Lusa.

A STCP acrescenta que tem uma reserva de combustível para “alguns dias”, destacando que o reabastecimento “a curto prazo é essencial e urgente para evitar potenciais constrangimentos no serviço regular da empresa”.

“Embora a STCP disponha de reserva de combustível diesel que permite manter o funcionamento normal da frota por alguns dias, é importante reforçar que o reabastecimento a curto prazo é essencial e urgente, de modo a evitar potenciais constrangimentos no serviço regular”, explica a empresa.

A maior operadora de transportes públicos da Área Metropolitana do Porto, que opera em seis concelhos, destaca ainda que “mais de 60%” das suas viaturas são movidas a gás natural ou 100% elétricas, pelo que apenas a restante frota está “dependente do fornecimento de diesel” e pode ser afetada pela greve.

A STCP refere ainda que “prevê adaptar a sua operação, otimizando-a em quantidade, qualidade e continuidade, respondendo às necessidades dos seus clientes e populações dos seis concelhos onde opera”.

No segundo dia da greve de abril, a STCP disse à Lusa ter combustível diesel para o funcionamento da sua frota “no imediato” tornando-se, contudo, “essencial e urgente” o reabastecimento a curto prazo.

Na ocasião, a empresa referiu que, das suas 419 viaturas, apenas 38% são movidas a diesel.

O Governo decretou na quarta-feira serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve dos motoristas de mercadorias.

Para o abastecimento de combustíveis destinados a abastecimento dos transportes públicos foram decretados serviços mínimos de 75%.

O Governo fixou os serviços mínimos para a greve depois de as propostas dos sindicatos e da associação patronal Antram terem divergido entre os 25% e os 70%, bem como sobre se incluíam trabalho suplementar e operações de cargas e descargas.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que acusam a Antram de não querer cumprir o acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

O SNMMP revelou que vai impugnar os serviços mínimos decretados pelo Governo e apresentar queixa no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

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