“Desde hoje o centro de coordenação operacional [da Autoridade Nacional de Proteção Civil], com todas as entidades envolvidas está a fazer duas vezes ao dia a avaliação de quais são as necessidades de resposta no âmbito do planeamento civil de emergência”, disse Eduardo Cabrita, no final de uma reunião com o Gabinete Coordenador de Segurança, na qual acompanhou o primeiro-ministro, António Costa.

Sem querer indicar qual será a dimensão do dispositivo de forças de segurança que estará no terreno no âmbito da resposta à greve dos motoristas de matérias perigosas, que se inicia segunda-feira, Eduardo Cabrita frisou que é “uma resposta proporcional e adequada”.

O objetivo do dispositivo preparado será garantir “o respeito pelo direito à greve” e pelo “cumprimento dos serviços mínimos quer nos locais a partir do qual é feita a distribuição de combustíveis, quer nos circuitos que garantem” o abastecimento da rede de emergência.

A rede de emergência, com serviços mínimos correspondentes a 100%, e que “prevê 54 postos de acesso exclusivo” será prioritariamente abastecida, indicou, acrescentando que estão incluídos nesse critério, entre outros, os veículos de acesso prioritário, desde os bombeiros, GNR, forças e serviços de segurança e também das forças armadas que “atuam nesta ação enquanto agentes de proteção civil” no âmbito da rede de planeamento de emergência.

Segundo Eduardo Cabrita, os elementos das forças de segurança que estão envolvidos na operação “estão permanentemente formadas e preparadas para aquilo que é a sua função de garantia de segurança e ordem pública”.

A greve prevista para arrancar na segunda-feira, por tempo indeterminado, foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), e confirmada no sábado na sequência de um plenário conjunto.

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