“Não acho que saia daqui [greve dos motoristas] uma oportunidade para se discutir a lei da greve, muito menos acho que se deva fazer agora. Então agora é que era outra vez caótico em cima das eleições, dava para o maior dos populismos”, disse, em conferência de imprensa, na sede do partido, no Porto.

Questionado pelos jornalistas, Rui Rio reforçou que este não é de “forma alguma” o momento para se fazer esta discussão, admitindo apenas que, no futuro, o país tem, depois da greve dos motoristas, "`inputs´ para ver se é necessário ou não fazer algum ajustamento à lei".

“Esta greve, assim como outras, dão `inputs´ para que quando a lei da greve estiver em cima da mesa sejam integrados estes `inputs´, ganhamos todos mais experiência, mas agora não é a altura”, reforçou.

O líder do PSD disse que num clima pré-eleitoral não é aconselhável legislar porque cada partido tenta “ser mais papista do que o Papa” para ganhar votos.

E, depois, acrescentou, é o país que perde com leis mal feitas.

O SNMMP admitiu hoje suspender a greve a partir do início de uma reunião de mediação "a ser convocada pelo Governo" e até ao plenário de motoristas marcado para domingo.

"Porque queremos deixar claro ao país e às partes que sempre estivemos de boa-fé neste processo, anunciamos, desde já, a suspensão temporária da greve a partir da hora de início da reunião a ser convocada pelo Governo, suspensão essa que produzirá os seus efeitos até ao Plenário Nacional de Motoristas de Cargas Perigosas, marcado para o próximo domingo, momento em que os motoristas irão decidir pelo seu futuro", indica o SNMMP em comunicado divulgado hoje.

O sindicato explica que "considera que face à nomeação, hoje, de um Mediador da DGERT [Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho] para dar início às negociações com a ANTRAM, entendeu que estão criadas as condições necessárias para todas as partes se sentarem à mesa".

Os motoristas têm estado em greve desde segunda-feira (12 de agosto), uma paralisação que começou por ser convocada por dois sindicatos, o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), mas o SIMM desconvocou o protesto na quinta-feira à noite.

A decisão do SIMM surgiu perto das 23:00, na sequência de uma reunião no Ministério das Infraestruturas, gabinete onde se encontravam também dirigentes da ANTRAM.

Esta decisão deixou o SNMMP sozinho no protesto, depois de esta estrutura sindical ter pedido na quinta-feira a mediação do Governo para chegar a um entendimento com a ANTRAM.

A greve fora convocada com o objetivo de reivindicar junto da ANTRAM o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

Na segunda-feira, ao final do primeiro dia de greve, o Governo decretou uma requisição civil, parcial e gradual, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

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