"É bom que, nesta altura, possamos pedir à PGR que avalie o fundamento das críticas, porque as críticas que estão a ser feitas pelo líder da oposição [Rui Rio] são sobretudo à forma como o Novo Banco geriu a alienação de ativos e é isso que é preciso apurar", afirmou Pedro Siza Vieira.

Falando aos jornalistas em Felgueiras, à margem de uma visita a uma empresa do setor de calçado, o governante recordou que o primeiro-ministro "pediu à PGR que desenvolvesse a avaliação, face às críticas que foram feitas pelo líder da oposição e que procurasse avaliar as questões que estão agora suscitadas".

Na terça-feira, o presidente do PSD considerou que o pedido feito pelo Governo à PGR sobre o Novo Banco "é positivo, mas não chega", defendendo uma investigação judicial e admitindo como "provável" a necessidade de um inquérito parlamentar.

Em reação a uma notícia daquele dia do jornal Público, que dá conta de que um fundo das ilhas Caimão comprou casas do Novo Banco abaixo do valor previsto com o crédito desta instituição financeira, Rio voltou a lamentar que o Governo tenha entregado "milhões de impostos dos portugueses" a esta instituição sem aferir se as perdas eram "reais ou fabricadas".

Na terça-feira o Novo Banco disse que enviou à PGR informação sobre vendas de imóveis, após o primeiro-ministro ter pedido proteção dos interesses estatais, e que as alienações do projeto Viriato não implicaram perdas diretas para o Fundo de Resolução.

“Refira-se ainda que o Novo Banco se tem mostrado sempre totalmente disponível para esclarecer todas as dúvidas existentes, e que nomeadamente enviou ontem [segunda-feira], em antecipação, um conjunto detalhado de informação à PGR referente à venda dos referidos imóveis integrados no projeto Viriato e Sertorius”, refere a instituição liderada por António Ramalho em comunicado.

Ainda sobre a questão do Novo Banco, o ministro acentuou hoje que "as tentativas de resolução de um problema que vem de trás têm estado a inquinar o debate político".

Pedro Siza Vieira recordou que "em 2014 houve uma resolução do Banco Espírito Santo por causa de factos que nos anos anteriores tinham levado a uma deterioração muito grande da situação do banco".

E prosseguiu: "Foi feita uma deliberação de resolução que, como hoje sabemos, não resolveu todos esses problemas. Muitos dos ativos que passaram do Novo Espírito Santo para o novo banco eram insuscetíveis de recuperação por parte do banco".

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