Na sexta-feira, os países da UE acordaram estabelecer um teto máximo para o preço do petróleo russo em 60 dólares (cerca de 57 euros) por barril, uma medida que se insere num pacote de sanções contra a Rússia.

A medida foi também subscrita pelo G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e pela Austrália.

O acordo define ainda que se o preço ficar abaixo dos 60 dólares, o limite será atualizado em menos 5% do valor em causa.

Como reagiu a Ucrânia?

Para a Ucrânia, esta imposição pelas potências ocidentais vai derrubar a economia do segundo maior exportador mundial do combustível.

"Vamos alcançar o nosso objetivo e a economia da Rússia será destruída. A Rússia terá de assumir a responsabilidade por todos os seus crimes", afirmou no Telegram o chefe de gabinete da presidência ucraniana, Andriy Yermak.

E a Rússia?

O porta-voz da Presidência russa garantiu hoje que o país não vai aceitar um teto máximo para o preço do seu petróleo, após a União Europeia, o G7 e a Austrália terem defendido este mecanismo.

“Não aceitaremos esse limite”, afirmou Dmitry Peskov, citado pela Agência France Presse (AFP). Contudo, Peskov referiu que Moscovo já se tinha preparado para essa decisão, sem adiantar mais detalhes.

Posteriormente, a Rússia informou que vai deixar de fornecer petróleo à Europa. “A partir deste ano, a Europa viverá sem petróleo russo. Moscovo já deixou claro que não fornecerá petróleo aos países que apoiam um teto máximo”, afirmou Mikhail Ulyanov, embaixador do país junto das instituições internacionais, através de uma publicação na rede social Twitter.

Ulyanov notou ainda que, muito em breve, a UE “culpará a Rússia por usar o petróleo como arma”.

*Com Lusa

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