"Mais de 75% de todas as vacinas foram administradas em 10 países", afirmou o diretor geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, na abertura da Assembleia Mundial da Saúde, a reunião magna de todos os países membros da agência das Nações Unidas para a saúde.

O diretor-geral da OMS pediu aos estados-membros que se apliquem numa "campanha de vacinação em massa de pelo menos 10% da população de cada país até setembro, bem como na vacinação de pelo menos 30% até ao fim do ano".

Para atingir esses objetivos, são precisas "centenas de milhões de doses adicionais", que precisam de começar a ser providenciadas já no início de junho.

Ghebreyesus apontou que, ao ritmo atual, dentro de três semanas se atingirá um número de mortes com covid-19 superior ao total de 2020.

"Desde que a nossa assembleia começou, esta manhã, quase mil pessoas terão morrido devido à covid-19. Durante o tempo que durar esta minha intervenção, mais 400 morrerão. Isto é trágico", ilustrou.

Do total de mortos no mundo, pelo menos 115.000 eram trabalhadores do setor da saúde, acrescentou.

"O número de doses de vacina administradas em todo mundo teria sido suficiente para cobrir todos os trabalhadores do setor da saúde e as pessoas idosas, se tivessem sido distribuídas equitativamente", notou Tedros Ghebreyesus.

A OMS dirigiu-se também aos fabricantes de vacinas, que "devem fazer a sua parte, garantindo que os países que queiram partilhar doses através do [mecanismo de distribuição equitativa] Covax e apelou para que deem direito de opção em novos volumes de vacinas ou destinem 50% das vacinas que fabriquem ao Covax.

Através desse mecanismo em que colaboram a OMS, a Aliança Global de Vacinas e outros organismos, "foram enviados 72 milhões de doses de vacinas para 125 países, mas essas doses apenas são suficientes para menos de 01% do total das populações desses países".

O diretor-geral da OMS agradeceu à "Índia e África do Sul pela sua iniciativa junto da Organização Mundial do Comércio para levantar a proteção da propriedade intelectual dos produtos para a covid-19 e aos países que apoiam este esforço".

Tedros Ghebreysus salientou que "há três semanas consecutivas que há uma descida no número de novos casos e mortes a serem reportadas, mas globalmente, a situação continua frágil".

"Nenhum país deve presumir que está safo, independentemente da sua taxa de vacinação. Até agora, não apareceram variantes que ponham em causa a eficácia de vacinas, meios de diagnóstico ou terapias, mas não há garantia de que isto continue a ser assim", alertou.

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