"Condenamos o assassinato da jovem Rausseo García (27 anos) com uma bala na cabeça durante uma manifestação em Altamira (Caracas)", escreveu a ONG, na sua conta oficial da rede social Twitter.

A confirmar-se esta morte, é a segunda em dois dias de protestos: Segundo a ONG Provea, na terça-feira, Samuel Enrique Méndez, de 24 anos, morreu durante os protestos registados no estado de Aragua (centro da Venezuela) depois da ação de força desencadeada pelo autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

Juan Guaidó já veio lamentar, no Twitter, as duas mortes não confirmadas oficialmente.

"Isto tem que parar e os assassinos terão que ser responsabilizados pelos seus crimes", escreveu.

Mais de 50 pessoas ficaram feridas em Caracas durante o segundo dia de protestos.

A presidente do serviço municipal de saúde, Maggia Santi, explicou aos jornalistas que os feridos estão todos fora de perigo, incluindo dois feridos com armas de fogo.

Pelo menos 20 pessoas foram baleadas, 13 das quais sofreram várias lesões. Ainda há registo de vários manifestantes feridos na sequência do lançamento de gás lacrimogéneo por parte da Guarda Nacional Bolivariana (GNB).

Além disso, a União Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) informou que uma dúzia de jornalistas também ficaram feridos quando cobriam manifestações contra o Governo.

A Venezuela viveu na quarta-feira uma segunda onda de manifestações.

O dia anterior tinha também terminado em protestos violentos, dos quais resultaram um morto e 80 feridos, segundo um levantamento de um grupo de militares em Caracas.

Milhares de pessoas concentraram-se na quarta-feira em vários locais da capital venezuelana, de acordo com o apelo feito pelo líder da oposição, reconhecido como Presidente interino da Venezuela por meia centena de países.

Os defensores do Governo concentraram-se no centro e oeste de Caracas para participar nas manifestações convocadas pelo executivo a propósito do 1.º de Maio.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela desencadeou na madrugada de terça-feira um ato de força contra o regime de Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

O regime ripostou considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado. Não houve, durante o dia, progressos na situação, que continua dominada pelo regime.

Apesar de Juan Guaidó ter afirmado ao longo do dia que tinha os militares do seu lado, nenhuma unidade militar aderiu à iniciativa nem se confirmou qualquer deserção de altas patentes militares fiéis a Nicolas Maduro.

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