Segundo a organização não-governamental (ONG), o período entre 23 de maio e 23 de junho registou o número mais elevado de civis mortos pela coligação desde que esta iniciou operações militares na Síria, a 23 de setembro de 2014.

O diretor do Observatório, Rami Abdel Rahmane, precisou que 222 civis, entre os quais 84 crianças, morreram na província oriental de Deir Ezzor, quase totalmente controlada pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico.

E outros 250 civis, dos quais 53 eram crianças, morreram na província de Raqa, mais a norte, onde as forças que combatem os ‘jihadistas’, apoiadas pela coligação, tentam expulsá-los da capital provincial, bastião do Estado Islâmico no país.

Do total de civis mortos neste período, 154 eram familiares de combatentes do Estado Islâmico, 68 dos quais menores e 56 mulheres.

Nos 30 dias anteriores, entre 23 de abril e 23 de maio, 225 civis foram mortos em bombardeamentos da coligação.

A coligação, que opera ao abrigo da luta internacional contra o terrorismo, afirma fazer todos os esforços para não atingir civis.

No último relatório sobre vítimas civis, divulgado a 2 de junho, a coligação afirma ter “morto involuntariamente” 484 civis na Síria e no Iraque.

Mas, segundo o Observatório, o total de civis mortos pela coligação desde que começou a operar na Síria eleva-se a 1.953, entre os quais se contam 456 crianças.

Excetuando os civis, os bombardeamentos internacionais mataram 6.845 combatentes desde 2014.

Mais de 320.000 pessoas foram mortas desde o princípio do conflito armado na Síria, em março de 2011

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