Numa nota de imprensa, a Ordem condena "as manobras mediáticas" para "denegrir e desacreditar" o serviço de saúde da Região Autónoma da Madeira e a "credibilidade e competência" dos médicos.

Na quarta-feira, o coordenador da Unidade de Medicina Nuclear pública da Madeira, Rafael Macedo, disse numa comissão de inquérito parlamentar regional que "alguns colegas são negligentes", quer no setor público quer no privado, acusando-os de fornecerem tratamentos que "não são adequados", e apontou deficiências nas fichas clínicas e no registo de doentes.

A Ordem dos Médicos refere que, "perante declarações públicas agressivas, graves e não fundamentadas" de Rafael Macedo, "vai enviar toda a nova documentação para juntar ao que já existe nos processos que estão a decorrer no Conselho Disciplinar Regional do Sul para avaliação e decisão".

Uma comissão de inquérito ao funcionamento da Unidade de Medicina Nuclear do Serviço de Saúde da Madeira foi constituída a pedido do PSD, na sequência de uma reportagem da TVI transmitida em fevereiro.

O canal televisivo noticiava que o Hospital do Funchal encaminhava doentes para fazerem exames de medicina nuclear na clínica Quadrantes, enquanto a sua própria unidade, inaugurada em 2013 e certificada em 2017, estava "praticamente parada".

Após a audição de Rafael Macedo, o Serviço de Saúde da Madeira decidiu suspender hoje os exames até estarem "reunidas todas as condições para a serenidade da prestação" dos serviços de Medicina Nuclear.

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