"A crise foi uma experiência dolorosa. Temos de tirar lições da mesma, mas temos de sair da crise e estou otimista em relação a Portugal", afirmou Guy Ryder, que falava aos jornalistas no auditório da reitoria da Universidade de Coimbra, à margem da abertura da simulação da Conferência Internacional do Trabalho (CIT).

Guy Ryder mostrou-se confiante de que hoje se assiste a uma "mudança para um período mais positivo" e elogiou o aumento do salário mínimo e do número de trabalhadores abrangidos por contratos coletivos em Portugal.

O líder da OIT recordou que tem trabalhado com o Governo português e aplaudiu o executivo pelo esforço que tem feito em torno do diálogo social.

Para Guy Ryder, é necessário criar acordos entre "empregadores e sindicatos", realçando que os países que estão a conseguir sair da crise são aqueles onde há acordos sociais mais fortes.

A OIT assinala 100 anos de existência em 2019, trabalhando para "melhorar a vida laboral" e para garantir mais "justiça social" nas sociedades, afirmou.

Num momento, em que "muitos dizem que o trabalho está mais difícil, que as sociedades estão mais injustas", é um objetivo da OIT "trabalhar para alterar o caminho" e garantir que mudanças como a demografia, globalização ou a tecnologia sejam direcionadas para tornar as sociedades "mais equitativas", realçou.

A simulação da Conferência Internacional do Trabalho (CIT), que decorre na Universidade de Coimbra, realiza-se pela primeira vez na Europa e é "inédita" em contexto universitário.

A iniciativa arranca hoje, com a primeira sessão plenária, e termina a 30 de novembro, com as conclusões da simulação da CIT.

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