Trata-se de um funcionário da secretaria de Estado do governo do Vaticano que vive há anos na Casa de Santa Marta, uma residência onde o papa tem um pequeno apartamento, onde faz as refeições e participa em reuniões privadas, informaram a agência italiana Ansa e especialistas do Vaticano dos jornais Il Messagero e La Stampa.

Foram tomadas medidas de desinfecção no edifício, de acordo com fontes não oficiais citadas por esses meios.

Depois de ser eleito papa, Francisco rejeitou o isolamento dos apartamentos do palácio apostólico e preferiu ficar nos 50 m2 da residência de Santa Marta, que também abriga prelados que passam por Roma.

Segundo o site  "Vatican Insider", o papa está cercado por um "cordão sanitário anticontágio" há algum tempo, que o acompanha em todas as suas viagens. O pontífice já não come na sala comum da residência, apenas no seu apartamento, e as pessoas que estão em contacto com ele usam co  regularidade produtos desinfetantes.

Um jornalista da revista jesuíta americana "América" afirma que o infetado pela Covid-19 é monsenhor Gianluca Pezzoli, 58 anos, chefe da seção italiana do Secretaria de Estado, que vive permanentemente na residência de Santa Marta, como uma dúzia de outros padres que trabalham nos serviços do Vaticano, mas que não estava em contacto direto com o papa Francisco.

Na terça-feira, o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, relatou quatro casos do novo coronavírus no Vaticano, cujos infetados seriam um padre que foi atendido no centro médico da Cidade do Vaticano, um funcionário do serviço de abastecimento e dois do Museus do Vaticano.

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