“Hoje é o Dia do Trabalhador. Que sirva de estímulo para renovar o compromisso para que todos e em todos os lados o trabalho seja digno e que do mundo laboral venha a vontade de fazer crescer uma economia de paz”, disse Francisco a partir do Palácio Apostólico, após a oração Regina Caeli, que substitui o Angelus no tempo pascal.

“Gostaria de lembrar os trabalhadores que morrem em trabalho, uma tragédia generalizada, talvez demasiado”, acrescentou, diante de centenas de fiéis que o ouviram na Praça de São Pedro.

O Papa Francisco também dirigiu palavras aos jornalistas de todo o mundo por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado no dia 03 de maio, e lamentou os riscos que correm por contarem “as pragas da humanidade”.

“Presto homenagem aos jornalistas que pagam com a sua pessoa para cumprir este direito. No ano passado, 47 foram mortos e mais de 350 presos. Um agradecimento especial a todos aqueles que, com coragem, nos informam sobre as pragas da humanidade”, concluiu.

Francisco expressou ainda a sua profunda preocupação com a guerra na Ucrânia, enquanto exigia, mais uma vez, a evacuação segura da fábrica metalúrgica da cidade de Mariupol.

“Meus pensamentos vão para Mariupol, cidade de Maria, barbaramente bombardeada e destruída. Agora, e daqui, renovo o pedido para que garantam corredores humanitários para as pessoas”, exortou.

O papa afirmou que “sofre e chora” com o sofrimento da população ucraniana, “particularmente a mais débil, os idosos e as crianças”, e pediu aos fiéis que rezassem o terço durante todo o mês de maio para pedir a paz.

“Ao presenciar um recuo macabro da humanidade, pergunto-me, tal como muitas pessoas angustiadas, se se está realmente a procurar a paz, se há vontade de evitar uma escalada militar ou verbal contínua, se se está a fazer todo o possível para silenciar as armas”, questionou.

Francisco insistiu ainda na necessidade de negociação: “Peço-vos que não cedam à lógica da violência, à espiral perversa das armas, que sigam o caminho do diálogo e da paz”.

Na cidade portuária de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, quase completamente destruída após semanas de cerco, um primeiro grupo de civis foi retirado durante a noite de sábado para hoje da siderurgia Azovstal, o último bastião da resistência ucraniana nesta cidade.

Vinte civis foram retirados, de acordo com o batalhão ucraniano Azov, a primeira vez que tal acontece, já que todas as tentativas anteriores falharam.

Por sua vez, o Ministério da Defesa russo afirmou que dois grupos de civis, de 25 e 21 pessoas, conseguiram sair de Azovstal, onde, segundo Kiev, centenas de soldados e civis ucranianos permanecem em galerias subterrâneas que datam da era soviética.

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