De acordo com a mesma fonte, o pontífice, numa medida “sem precedentes”, decidiu contribuir com um programa da agência que proporciona sementes às famílias rurais atingidas pelos conflitos e pela seca na região.

Francisco comprometeu-se no dia 03 de julho, numa mensagem à Conferência da FAO, a realizar uma doação “simbólica” com o objetivo de encorajar os governos a apoiar a resposta de emergência à crise alimentar, e atribuiu a fome no mundo à falta de uma cultura de solidariedade, assim como à “inércia de muitos” e ao “egoísmo de alguns”.

Em fevereiro foi declarada fome em algumas zonas do Sudão do Sul e, embora a situação tenha melhorado devido às respostas humanitárias, cerca de seis milhões de pessoas lutam pela alimentação todos os dias neste país em guerra.

O número de pessoas que precisam de ajuda humanitária aumentou cerca de 30 por cento desde finais de 2016 e atinge 16 milhões na Somália, na Etiópia, no Quénia, na Tanzânia e no Uganda, principalmente pelo efeito da seca.

A FAO calcula que a fome voltou a aumentar para mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo, o que complica o objetivo a que a comunidade internacional se propôs de erradicar este flagelo até 2030.

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