“Nos últimos anos aumentou o número de contenciosos judiciais, bem como, em muitos casos, a gravidade das condutas conhecidas, em particular no âmbito da gestão patrimonial e financeira”, assinalou o líder religioso.

Ainda assim, o pontífice pediu que haja “clareza”, a fim de que se evite “confundir a árvore com a floresta”.

“O problema não são os julgamentos, mas os factos e comportamentos que os determinam e os tornam dolorosamente necessários. De facto, tais comportamentos por parte dos membros da Igreja prejudicam seriamente a sua eficácia em refletir a luz divina”, acrescentou.

Francisco aludiu, assim, ao julgamento das alegadas irregularidades financeiras na ruinosa venda de um prédio em Londres, pela Secretaria de Estado do Vaticano, no qual 10 pessoas são acusadas, incluindo o ex- cardeal italiano Angelo Becciu.

Nos últimos dias, o Papa estabeleceu um ‘motu proprio’ em que “todos os bens móveis e imóveis” adquiridos pela Cúria ou por entidades relacionadas pertencem ao património “público” da Santa Sé “indivisível e soberano”.

Com esta “lei”, Francisco assegura que as instituições do Vaticano possam administrar os bens que comprem, mas “sem serem os seus proprietários”, atuando sempre em nome e sob a autoridade do pontífice.