Francisco falava durante a homilia na Basílica de S.Pedro durante o consistório público de criação de 14 novos cardeais de cinco continentes, entre os quais Antonio Marto, até agora bispo de Leiria-Fátima.

"Nenhum de nós deve sentir-se superior a ninguém. Nenhum de nós deve olhar para os outros sobre por cima do ombro. Só estamos autorizados a olhar para uma pessoa de cima para baixo, quando o ajudamos a levantar", insistiu o Papa.

O papa disse que "este é o maior prémio que se pode obter: servir a Cristo junto das pessoas mais vulneráveis.

"A única autoridade credível nasce no ajoelhar-se aos pés de outros para servir", disse lembrando Jesus Cristo “quando este se curvou aos seus discípulos e lhes lavou os pés" na Última Ceia.

Numa intervenção dirigida aos novos cardeais, deu o exemplo de "testamento espiritual" do papa João XXIII, que explicou em 1954, quatro anos antes de sua eleição, que tinha feito da pobreza o seu voto na juventude o que o ajudou "a nunca pedir nada, nem poder, nem dinheiro, nem favores".

Este é o quinto consistório público para a criação de cardeais no pontificado de Francisco, o último foi a 28 de junho de 2017.

Os 11 novos cardeais eleitores (por ordem de anúncio pontifício) são o patriarca Louis Sako, do Iraque; Luis Ladaria, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (Santa Sé); Angelo De Donatis, vigário do papa para a Diocese de Roma; Giovanni Angelo Becciu, substituto da Secretaria de Estado do Vaticano; Konrad Krajewski, esmoler pontifício; Joseph Coutts, arcebispo de Karachi (Paquistão); António Marto, bispo de Leiria-Fátima; D. Pedro Barreto, arcebispo de Huancayo (Peru); Desiré Tsarahazana, arcebispo de Toamasina (Madagáscar); Giuseppe Petrocchi, arcebispo de L’Aquila (Itália); Thomas Aquinas Manyo, arcebispo de Osaka (Japão).

O papa criou ainda três cardeais com mais de 80 anos: Sergio Obeso Rivera, arcebispo emérito de Xalapa (México); Toribio Ticona Porco, bispo emérito de Corocoro (Bolívia); padre Aquilino Bocos Merino, missionário Claretiano.

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