A audição foi requerida por PSD, Chega, IL e PAN e aprovada na comissão de Agricultura e Pescas com a abstenção do PS (partido maioritário que suporta o Governo).

Carla Alves apresentou na quinta-feira passada a sua demissão por entender que não dispunha de “condições políticas e pessoais” para iniciar funções, um dia após a tomada de posse.

Antes, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerara que Carla Alves tinha “uma limitação política”.

Nesse dia, o jornal Correio da Manhã noticiou o arresto de contas bancárias conjuntas que a então secretária de Estado da Agricultura tinha com o marido e ex-autarca de Vinhais, Américo Pereira, informação divulgada menos de 24 horas depois da tomada de posse da governante.

O Ministério Público acusou de vários crimes e mandou arrestar bens do advogado e antigo autarca socialista, que saiu da liderança do município em 2017, num processo de mais de 4,7 milhões de euros que tem mais três arguidos.

Na sexta-feira, o diário Público noticiou que a secretária de Estado demissionária “informou a ministra da tutela, antes de tomar posse como governante na passada quarta-feira, acerca das contas arrestadas que partilha com o marido”.

Em resposta, o Ministério da Agricultura e Alimentação assegurou que Maria do Céu Antunes desconhecia “qualquer envolvimento em processos judiciais” de Carla Alves.

O primeiro-ministro, António Costa, entende que Maria do Céu Antunes tem condições para desempenhar as funções de ministra da Agricultura e que “o caso” da demissão de Carla Alves “está encerrado”.

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