A UEFA decidiu hoje adiar para 2021 o Europeu de futebol, com as competições de clubes nacionais e europeias a poderem terminar até 30 de junho, decisões que "são as contingências do momento dramático" que se vive, de acordo com Proença.

"A decisão de hoje revela bem o sentimento generalizado que se apoderou no futebol, um sentimento de bom senso. Era obrigatório dar espaço e calendário às competições nacionais, para que pudessem terminar de forma tranquila e para que a próxima temporada pudesse iniciar com a normalidade restabelecida, sabendo quem é o campeão, quem equipas são relegadas, quais vão às competições europeias. Direi que hoje imperou o bom senso", referiu Proença, em declarações à SportTV+.

De acordo com o dirigente, "abriu-se uma janela temporal que era fundamental para as competições nacionais" e "ganhou-se cerca de mais um mês e meio" para terminar os campeonatos, reforçando, contudo, que não se saberá como vai evoluir a curva exponencial de propagação da Covid-19.

"[Com este adiamento] Podemos completar os ciclos, no nosso caso, de 34 jornadas, podendo, pela meritocracia, apurar quem são os campeões, aqueles que vão às competições internacionais, aqueles que terão de ser relegados", disse.

Pedro Proença lembrou o momento "histórico" do adiamento das competições nacionais, graças a "um sentimento de responsabilidade global" e a "uma atitude responsável, solidária, na qual todos os intervenientes estiveram juntos".

Para o responsável da LPFP, "neste momento, equacionar qualquer tipo de cenário será prematuro" e preferiu, por isso, não adiantar uma data para o regresso da competição, mas reforçou que "este drama vai exigir de todos os parceiros um envolvimento transversal".

"Todo o futebol quer retomar o mais rapidamente possível para que se possa terminar com normalidade as competições. Agora é prematuro adiantar uma data", afirmou, embora garanta que "os profissionais na LPFP estão a trabalhar 24 horas" para analisar todos os cenários.

Pedro Proença lembrou que já foram lançadas algumas medidas para colmatar prejuízos no futebol profissional, garantindo que após a pandemia de Covid-19 o futebol vai voltar "mais forte, mais maduro".

O coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 infetou mais de 180 mil pessoas, das quais mais de 7.000 morreram. Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 145 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Depois da China, que regista a maioria dos casos, a Europa tornou-se o epicentro da pandemia, com mais 67 mil infetados e pelo menos 2.684 mortos, o que levou vários países a adotarem medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal há 448 pessoas infetadas, segundo o mais recente boletim diário da Direção-Geral da Saúde, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

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