“Eu julgo que amanhã [quinta-feira] no Conselho de Ministros vamos ter a possibilidade de revisitar todas as medidas restritivas que temos neste momento em vigor e de alargar, digamos assim, aquilo que é a possibilidade do funcionamento das atividades económicas”, referiu Pedro Siza Vieira, à margem do evento de celebração dos 150 anos de água das Pedras Salgadas, em Vila Pouca de Aguiar, distrito de Vila Real.

O governante destacou que, à medida que vai avançado a vacinação contra a covid-19 em Portugal, vai diminuindo o impacto em termos de saúde e dos sintomas mais severos que a doença vai causando na população, defendendo a possibilidade de “passar a ter um conjunto de mecanismos distintos de gerir o contágio e a doença”.

Pedro Siza Vieira apontou ainda que os certificados digitais são “uma boa maneira” de permitir que “um conjunto grande de atividades funcionem sem pôr em risco a saúde da população”.

“Com um certificado digital nós podemos perceber que uma pessoa que acede a um restaurante, estabelecimento hoteleiro ou casino representa um baixo risco para os outros porque precisamente comprova a vacinação ou a testagem para as pessoas que não estão vacinadas”, sublinhou.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) defendeu o levantamento de restrições ao funcionamento dos estabelecimentos, como a limitação horária, na sequência das conclusões apresentadas por especialistas na reunião do Infarmed.

Na reunião do Infarmed, na terça-feira, os especialistas concluíram haver condições para se começar a aliviar algumas das medidas restritivas em vigor e sugeriram que se avalie a possibilidade de ser aumentado o número de pessoas por mesa no caso da restauração.

“A AHRESP saúda as medidas desta natureza, que promovam o funcionamento responsável dos estabelecimentos, pelo que deverá também ser equacionado o alívio de outras restrições, nomeadamente a limitação horária, bem como se deve prever a forma como poderão funcionar os estabelecimentos de animação noturna ainda este verão”, defendeu a associação, em comunicado.

Ao mesmo tempo, a AHRESP propõe a implementação de um plano já apresentado ao primeiro-ministro que permita a sustentabilidade das empresas e que foi elaborado com o apoio das confederações patronais.

O plano, “de aplicação imediata, reúne 10 medidas essenciais em seis áreas de intervenção — Consumo, Liquidez, Financiamentos, Fiscalidade, Emprego e Qualificação — destinadas a garantir a sobrevivência dos setores mais fustigados pela crise pandémica”, como o do alojamento turístico e o da restauração e similares.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.179.675 mortos em todo o mundo, entre mais de 195,2 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.320 pessoas e foram registados 960.437 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

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