Fonte da bancada do PSD confirmou à Lusa que o texto foi enviado às restantes bancadas por Luís Montenegro, na véspera da conferência de líderes parlamentares que vai discutir o assunto, na quarta-feira de manhã, na Assembleia da República, em Lisboa.

Os restantes partidos já estão a avaliar a proposta, que os sociais-democratas não divulgaram publicamente.

Governo, PS e CDS deram o seu “sim” à proposta dos sociais-democratas, mas PCP e PEV, por exemplo, têm dúvidas sobre a comissão. O Bloco de Esquerda admite a comissão, mas queria mais informação.

A bancada dos comunistas só hoje, depois de ver a proposta do PSD e de discutir o assunto em conferência de líderes é que tomaria uma decisão.

Dois dias depois de anunciar a proposta, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu que a comissão técnica independente deve começar a trabalhar “tão depressa quanto possível” para dar “todas as explicações” aos portugueses sobre a tragédia de Pedrógão Grande.

Esta comissão proposta pelo PSD não é uma comissão parlamentar de inquérito tradicional, por exemplo, cabendo aos partidos a escolha dos técnicos para dela fazerem parte.

Na quarta-feira, o tema da comissão é um dos pontos na agenda da conferência de líderes, pelas 11:00, e, à tarde, pelas 15:00, está marcado o debate quinzenal com o primeiro-ministro, António Costa, em que os fogos no centro do país deverão ser discutidos.

Os incêndios que deflagraram na região centro, há uma semana, provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foram dados como extintos no sábado.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

A área destruída por estes incêndios - iniciados em Pedrógão Grande, no distrito de Leira, e em Góis, no distrito de Coimbra - corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

Das vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande, pelo menos 47 morreram na Estrada Nacional 236.1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.

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