“Vamos ganhar essa batalha” judicial, disse Pence, numa entrevista à televisão Fox News.

Segundo Pence, a administração vai continuar a “usar todos os meios legais para reverter a ordem” de suspensão do decreto decidida na sexta-feira por um juiz federal e “dar todos os passos necessários para proteger o país”.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, lançou este sábado o processo para recorrer da decisão do juiz James Robart, que na sexta-feira determinou a suspensão do decreto assinado que vigorava há uma semana e impedia a entrada no país de cidadãos do Iémen, Irão, Iraque, Líbia, Síria, Somália e Sudão.

A administração Trump pediu ao Tribunal de Recurso do 9.º Distrito, com sede em São Francisco, que restaure o decreto com efeitos imediatos.

O Tribunal recusou decidir sem conhecer a posição das partes e pediu à administração Trump e aos estados de Washington e do Minesota, que contestaram legalmente a ordem presidencial, que apresentam o mais rapidamente possível os respetivos argumentos.

“O juiz [Robart] tomou uma decisão incorreta”, afirmou Pence, que considerou “frustrante” um juiz interferir com “a autoridade” do Presidente “tomando decisões relativas à segurança nacional”.

Numa outra entrevista, à televisão ABC, Pence reconheceu contudo que o juiz tinha “certamente” autoridade para decidir, dada a separação de poderes.

Trump pareceu questionar essa autoridade quando, no sábado, reagiu à decisão referindo-se ao magistrado como “suposto juiz” e acusando-o de “tirar ao país a capacidade de aplicar a lei”, numa mensagem publicada na sua conta no Twitter.

“Penso que os norte-americanos estão muito habituados a que o Presidente diga o que pensa muito diretamente”, respondeu Pence a uma pergunta sobre a mensagem de Trump.

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