“Haver cortes de relação entre países é sempre um elemento perturbador”, disse Augusto Santos Silva, acrescentando ser necessário uma “boa concertação política e diplomática entre todos, e não de perturbação”.

Bahrein, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos acusam o Qatar de apoiar o terrorismo e anunciaram a retirada dos diplomatas desse país dos seus territórios, a par com planos para cortar as ligações aéreas e marítimas, tendo a Arábia Saudita dado ainda conta de que também pretende encerrar a sua fronteira terrestre.

Para o chefe da diplomacia portuguesa, “este caso é ainda mais perturbador porque ocorre poucos dias depois de uma reunião de todos os países do Golfo com a nova administração norte-americana”.

Desse encontro “parecia ter saído uma mensagem de unidade e de envolvimento de todos no combate ao terrorismo”, disse Augusto Santos Silva.

Na sequência dos anúncios de corte de relações diplomáticas, a coligação internacional liderada pela Arábia Saudita que intervém no Iémen anunciou a exclusão do Qatar devido ao “seu apoio ao terrorismo”.

Além da Arábia Saudita, Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, integram a coligação internacional a Jordânia, Koweit, Marrocos, Paquistão e Sudão.

Este sismo diplomático tem lugar 15 dias depois de uma visita a Riade do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o qual pediu aos países muçulmanos para agirem de forma decisiva contra o extremismo religioso.

Estes desenvolvimentos representam um grave revés para o Qatar que, independentemente do seu papel regional, vai acolher o Mundial de Futebol de 2022.

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