Segundo o jornal El Pais, a comunicação da polícia belga é datada de março de 2016, durante a permanência de Es Satty em Vilvoorde, cidade que foi durante vários anos um dos principais focos do “extremismo islâmico” na Europa.

Tratou-se do primeiro alerta das forças de segurança sobre Es Satty que, pouco depois, se instalou em Ripoll, Catalunha, como imã.

De acordo com a notícia publicada hoje no El País, o chefe da Unidade de Análise Estratégica, do comando geral de informações da polícia catalã (Mossos de d’Esquadra), Daniel Canals, terá respondido por correio eletrónico às suspeitas da polícia de Vilvoorde, sobre as “possíveis ligações terroristas” de Es Satty.

A 08 de março de 2016, Canals, “número dois” dos serviços de informações da polícia da Catalunha, respondeu à polícia belga que Abdelbaki Es Satty “não era conhecido”, mas que uma pessoa com o mesmo apelido tinha sido investigada por “ligações a extremistas islâmicos” numa outra operação.

Tratava-se de um familiar: Mustafa Es Satty, imã numa mesquita de Vilanova i la Geltrú (Barcelona) e que residiu num apartamento utilizado pelo menos por dois indivíduos implicados nos atentados de 11 de março de 2004, em Madrid.

O jornal espanhol cita fontes ligadas às autoridades de combate contra o terrorismo e que indicam que a troca de informação entre a polícia do município da região flamenga de Vilvoorde, Bélgica, e “as altas patentes dos Mossos d’Esquadra” nunca foi transmitida ao Ministério do Interior, em Espanha, nem à Polícia Federal da Bélgica.

Até ao momento, recorda o El País, todos os corpos policiais tinham referido que Es Satty estava “fora do radar” e que não havia qualquer indício sobre qualquer “radicalização”.

“Mesmo assim, esta comunicação evidencia que os Mossos d’Esquadra receberam um alerta sobre a possível fanatização de Es Satty, que, além do mais, esteve preso entre 2010 e 2014 por tráfico de drogas”, em Espanha, escreve o El Pais.

Os Mossos d’Esquadra e o Ministério do Interior espanhol ainda não abordaram a notícia publicada hoje no El País.

O imã de Ripoll é um dos dois mortos da explosão ocorrida em Alcanar, (Catalunha) na véspera do ataque de Barcelona que fez 15 mortos, entre os quais duas cidadãs portuguesas.

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