O presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, disse à Lusa que o Governo vai ter de aplicar “o princípio da igualdade” e contabilizar o tempo de serviço aos outros setores da administração pública, no qual estão incluídos os polícias, tal como vai ser feito aos professores.

“O descongelamento das carreiras dos professores é uma medida justa, mas terá de ser aplicado a todos. Se o Governo não aplicar a todos, está a fazer uma discriminação negativa para os restantes setores”, adiantou o presidente do maior sindicato da Polícia de Segurança Pública.

Paulo Rodrigues afirmou que se trata de “um princípio constitucional que está a ser posto em causa”, sendo, por isso, exigido que seja contabilizado o tempo total em que as carreiras dos polícias estiveram congeladas, desde 2010.

Segundo a ASPP, os polícias tiveram a carreira descongelada em janeiro de 2018, tendo para tal sido contabilizado três anos, faltando agora contar cinco anos.

Caso não seja dada aos polícias a mesma resposta, Paulo Rodrigues ameaçou com ações de protesto, sublinhando que os polícias “vão estar dispostos a tudo”.

“Se o Governo mantiver esta discussão não parece que os próximos tempos sejam estáveis na PSP”, disse, sublinhando que os polícias estão “legitimados para fazer todo o tipo de ações que lhes são possíveis”.

Também o Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) exige o descongelamento das carreiras, depois de essa possibilidade ter sido concedida aos professores.

O presidente do Sinapol, Armando Ferreira, disse à Lusa que hoje o sindicato enviou um ofício a todos os partidos com assento parlamento para exigirem um “tratamento idêntico” ao dos professores.

Segundo Armando Ferreira, os polícias foram os trabalhadores da administração pública que estiveram mais anos consecutivos sem progredirem na carreira.

O Sinapol faz contas diferentes da ASPP e alega que os polícias tiveram as carreiras congeladas entre setembro de 2005 e dezembro de 2017.

O parlamento aprovou na quinta-feira, com o voto contra do PS e o apoio de todas as outras forças políticas, uma alteração ao decreto do Governo sobre a recuperação de tempo de serviço congelado aos professores, estipulando que o tempo de serviço a recuperar é de são nove anos, quatro meses e dois dias, como era reivindicado pelos sindicatos.

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