O Presidente é o responsável pela definição de uma rota para a nomeação de um novo Governo e, neste momento, se não mudarem as posições dos partidos - os conservadores de Angela Merkel, os liberais e os verdes -, tem duas opções sobre a mesa: avançar para um executivo minoritário, fórmula nunca testada na Alemanha, ou convocar novas eleições gerais.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, anunciou no domingo à noite que informaria Steinmeier da impossibilidade de formar um Governo tripartido, o único que daria uma maioria estável no Parlamento após os sociais-democratas terem recusado reeditar a grande coligação que vigorou até às eleições de setembro.

Desde as eleições, a CDU (União Democrata Cristã) de Angela Merkel, a União Social-Cristã (CSU), o FDP e Os Verdes, negociavam para alcançar um acordo prévio que lhes permitisse iniciar negociações formais de coligação.

Após o fracasso de mais uma ronda negocial, Angela Merkel garantiu que fará tudo para que a Alemanha seja bem liderada durante "as difíceis semanas que se avizinham".

"Parto do princípio de que haverá novas eleições perto da Semana Santa", disse hoje à rádio pública alemã, Deutschlandfunk, um dos negociadores dos Verdes, Jürgen Trittin.

Ao fim de cinco semanas de conversações, foram os liberais que decidiram no domingo romper as negociações, considerando que não foi alcançada "uma base de confiança" entre os três partidos ou uma ideia comum para a modernização do país.

"É melhor não governar do que governar mal", disse o líder do Partido Liberal, Christian Lindner.

Os pontos críticos das negociações têm que ver com a política de refugiados, a luta contra as alterações climáticas e os desejos de reduções fiscais por parte do FDP.

Frank-Walter Steinmeier tinha instado os partidos a chegarem a um compromisso e apelou para que assumissem as responsabilidades que os eleitores lhes deram nas eleições de setembro.

Na história da República Federal da Alemanha, isto é, desde 1949, nunca houve um governo de minoria a nível federal, e formaram-se sempre coligações com acordos prévios que fazem as vezes de programa comum de governo.

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