Em comunicado enviado às redações, a autarquia do distrito de Viana do Castelo refere que “os problemas no cais de atracação de A Guarda revelaram-se efetivamente graves, não havendo qualquer possibilidade de atracar o ‘ferryboat’ na margem galega com o mínimo de segurança, nem seria, nestas condições, possível obter sequer autorização das autoridades marítimas e fluviais para a operação”.

Segundo a autarquia, “o problema é complexo e transcende o município de A Guarda”, sendo que “a empreitada para a reparação da infraestrutura, que se estima ter um custo da ordem dos 300 mil euros, é da responsabilidade dos Portos de Galiza, que está sobre alçada do Governo Regional”.

A paragem há já “vários meses” do 'ferryboat' Santa Rita de Cássia, que começou a cruzar o rio Minho em 1995, levou o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, e o seu homólogo de A Guarda, António Lomba, a reunirem-se com a presidente dos Portos da Galiza, entidade pública que gere todos os portos daquela região, com sede em Santiago de Compostela.

No encontro, segundo a nota, Miguel Alves e António Lomba alertaram para “a questão do prejuízo que a situação acarreta para as autarquias, em particular a de Caminha, que tem de manter custos de manutenção da embarcação e de pagamento dos salários do pessoal e de contratados, mas, sobretudo, o desgaste que provoca nas economias dos dois concelhos raianos”.

A responsável dos portos de Galiza, Susana Lenguas Gil, “garantiu partilhar a apreensão dos autarcas, confirmando estar em elaboração o estudo técnico que servirá de base à execução do projeto de reabilitação do cais galego”.

“No entanto, o procedimento para a empreitada só será lançado em 2023 de modo que a obra possa decorrer na primavera e verão desse ano”, especifica a nota.

Segundo a autarquia de Caminha, a responsável galega foi “perentória na vontade de avançar com a solução do problema, mas também se mostrou cautelosa, alertando para a complexidade dos procedimentos administrativos e para a evolução do preço das matérias-primas, em função da instabilidade da situação internacional, que poderão ainda condicionar os prazos e os custos avançados”.

“Tendo em conta o que nos foi transmitido pela senhora presidente dos portos de Galiza, temos que equacionar várias questões relativas ao funcionamento da embarcação, ao serviço prestado pelos trabalhadores adstritos ao ‘ferryboat’ e à problemática da travessia de passageiros entre as duas margens do rio Minho”, sublinhou Miguel Alves, citado na nota.

O autarca de Caminha, adianta a nota, “está a avaliar as hipóteses que possam minimizar a problemática da travessia e o serviço dos trabalhadores adstritos à embarcação”.

Caminha é único concelho do vale do Minho que depende do transporte fluvial para garantir a ligação regular à Galiza. Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção e Melgaço dispõem de pontes internacionais.

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