“Nós tivemos a informação, por parte do administrador [da insolvência] que comunicou à comissão de credores, que efetivamente o apoio [bancário] da qual a Outfit estava à espera tinha sido recusado e retiraram a proposta. Perante essa situação, como é óbvio, ficamos aqui numa situação difícil, porque, na prática, deixam de existir propostas concretas”, afirmou à agência Lusa Marisa Tavares.

A presidente do STBB, que falava no final de um plenário de trabalhadores, realizado hoje à tarde, nas instalações da empresa de confeções Dielmar, em Alcains, adiantou que foi decidida uma recolha de assinaturas num ofício que vai ser enviado ao Ministério da Economia, a exigir o pagamento do salário do mês de outubro.

A decisão foi tomada durante o plenário de trabalhadores, não estando para já estabelecidas quaisquer outras medidas de ação, segundo adiantou à Lusa a responsável.

“Aquilo que saiu desta reunião foi a recolha de assinaturas, num ofício, para enviarmos para o Ministério da Economia, a exigir o pagamento do salário do mês de outubro. As trabalhadoras não têm culpa destes impasses no processo e deve ser garantido o pagamento do salário do mês de outubro, independentemente daquilo que se venha a colocar no dia 10”, sustentou.

A sindicalista disse ainda que, caso surja alguma informação “importante ou relevante” para o processo, os trabalhadores irão reunir novamente na segunda-feira, às 14:30, em Alcains.

“Se não tivermos [nenhum informação] estaremos no dia 10, em concentração, em frente ao Tribunal do Fundão e iremos exigir que sejam tomadas medidas de salvaguarda do pagamento do salário de outubro e que se chegue a uma decisão que também salvaguarde os direitos dos trabalhadores e que se ponha fim a este impasse no processo”, frisou.

A assembleia de credores da empresa de confeções Dielmar decidiu, no dia 26 de outubro, agendar uma nova reunião para 10 de novembro, para que a comissão de credores tivesse tempo para discutir as propostas existentes.

Fundada em 1965, em Alcains, no concelho de Castelo Branco, por quatro alfaiates que uniram os seus conhecimentos, a Dielmar, que empregava atualmente mais de 300 trabalhadores, pediu a insolvência ao fim de 56 anos de atividade, uma decisão que a administração atribuiu aos efeitos da pandemia de covid-19.

A Dielmar pediu a insolvência no passado dia 02 de agosto, tendo o Juízo de Comércio do Fundão da Comarca de Castelo Branco declarado a insolvência da empresa no dia seguinte.

Em 26 de outubro, a assembleia de credores da Dielmar decidiu agendar uma nova reunião para o dia 10 de novembro, para que a comissão de credores discuta as duas propostas existentes, uma das quais de 10 milhões de euros.

A assembleia de credores, que decorreu no Tribunal do Fundão, foi surpreendida nesse com a divulgação dos pormenores de uma das duas propostas existentes e que envolve um total de 10 milhões de euros e que abrangem a totalidade dos ativos da empresa.

O sindicato não se pronunciou hoje, a propósito desta proposta dos 10 milhões de euros, referindo-se apenas à proposta da empresa de Leiria.

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