“Pedimos 18 mandados de detenção para civis e militares conspiradores, alguns com patente de tenente-coronel”, disse Tarek Saab no canal de televisão estatal VTV.

Segundo o procurador, no âmbito do processo judicial aberto pelo Ministério Público para investigar a ‘revolta’ de terça-feira em Caracas, foram realizadas 17 operações de investigação, sem precisar detalhes.

“Obtivemos provas importantes. Eles (presos) vão ser muitos mais, provavelmente porque estão a trair muitos daqueles que foram presos”, disse.

Quanto aos envolvidos nos atos, sublinhou que “serão severamente punidos, porque são traidores da pátria”.

Saab também se referiu ao líder do partido em que milita Juan Guaidó, Leopoldo López.

“Este homem tem estado lá por dias, ele não é um convidado, é um covarde que se escondeu lá. O senhor Leopoldo López sempre foi um covarde”, disse.

O procurador acusou ainda López de ter “levado à morte” as mais de 40 pessoas que perderam a vida nos protestos de 2014 contra o Governo de Maduro.

Um tribunal de Caracas ordenou a prisão de López por violar uma medida cautelar que o impedia de fazer declarações políticas.

O tribunal também ordenou que Leopoldo López continue a cumprir a sua sentença na prisão militar de Ramo Verde, onde permaneceu até meados de 2017.

A crise política na Venezuela agudizou-se, na terça-feira, quando o autoproclamado Presidente Juan Guaidó, que é apoiado por cerca de 50 países, incluindo os Estados Unidos da América, desencadeou um ato de força contra o regime de Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

O regime de Maduro, que tem o apoio da Rússia, além de Cuba, Irão, Turquia e alguns outros países, ripostou considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado e não houve progressos na situação, aparentemente dominada pelo regime.

Nicolás Maduro, que tem sido alvo de forte contestação nas ruas, mas que aparentemente continua a controlar as instituições, viu as chefias militares confirmaram-lhe a lealdade, mantendo a situação do país num impasse.

Pelo menos cinco manifestantes morreram, três dos quais menores, e 239 ficaram feridos nos protestos que se seguiram ao levantamento liderado por Guaidó, segundo informações das Nações Unidas.

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