“No nosso país, em Portugal, somos obrigados a concluir que a direita democrática é, de alguma forma, condescendente com os extremismos. Na melhor das hipóteses, podemos pelo menos afirmar que o seu posicionamento é demasiadas vezes opaco, demasiadas vezes equívoco, demasiadas vezes labiríntico”, declarou João Torres.

O secretário-geral adjunto socialista discursava na conferência “Não passarão! O imperativo do combate aos extremistas de direita!”, que decorreu hoje no ISCTE, em Lisboa, e que foi organizada pelo PS em conjunto com a Fundação Europeia para os Estudos Progressistas (FEPS) e o Instituto Karl-Renner.

João Torres considerou ser “desolador constatar que as forças políticas democráticas não colocam em uníssono uma linha vermelha perante a extrema-direita em Portugal”.

“Nós, no PS, colocamos e o PS é por isso um garante da democracia plena, isto é, um garante simultâneo da democracia política, mas também da democracia social”, referiu.

Perante uma plateia em que o ouvia o presidente da Assembleia da República, João Torres recordou que, em 2024, se vão assinalar “50 anos de democracia em Portugal” e sublinhou que “a história já mostrou a milhões de portugueses o que é viver no obscurantismo, num regime totalitário, persecutório e inimigo da realidade”.

“A melhor forma de a democracia se defender e fortalecer passa por um maior envolvimento dos cidadãos, por mais e melhor informação e pedagogia, por uma contínua prestação de contas, pelo reforço da transparência e pela construção de soluções concretas”, defendeu.

No entender de João Torres, “Portugal é um bom exemplo para o mundo” do sucesso das democracias, uma vez que o período democrático corresponde precisamente “ao período de maior desenvolvimento económico e social” do país, que tem uma “já quase história milenar”.

“As armas, os populistas e as ferramentas da extrema-direita têm padrões semelhantes em Portugal, na Europa e no mundo. Temos, por isso, de cerrar fileiras: partilhando experiências, abraçando estratégias e estimulando os nossos desígnios comuns”, apelou.

O secretário-geral adjunto socialista disse que “os portugueses sabem que podem contar com o PS para este combate absolutamente cerrado contra o extremismo e contra o extremismo da extrema-direita”.

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