À entrada para o segundo dia de trabalhos do 40.º Congresso do PSD, que decorre no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, até domingo, Paulo Mota Pinto foi questionado sobre o discurso de arranque de Luís Montenegro, no qual disse que o PSD tem de ter a humildade de reconhecer que “não são os eleitores que estão errados”, mas o partido que não os está a conseguir convencer.

“Na medida em que o resultado objetivamente foi negativo, podemos sempre tirar essa conclusão, agora era preciso dizer o que é que poderia ter feito melhor em concreto. À segunda-feira é sempre fácil ganhar ao totobola, objetivamente o resultado foi mau, não foi bom, nós reconhecemos”, considerou o ainda líder parlamentar Mota Pinto, que deixará este cargo a pedido de Luís Montenegro.

Já sobre a posição expressa pelo novo presidente quanto ao futuro aeroporto de Lisboa – de aceitar dialogar com António Costa, mas recusando chantagens sobre ‘timing’ e conteúdo -, Paulo Mota Pinto manifestou concordância.

“É uma posição inteligente, de abertura ao diálogo e de continuidade das posições que foram assumidas pela direção anterior, mas também colocando condições e contexto para o diálogo. O PS não pode usar o diálogo com a oposição com intuitos estratégicos para se ilibar das suas responsabilidades”, defendeu.

Paulo Mota Pinto considerou que, nos primeiros três meses, o Governo tem acumulado “sinais de dificuldades” e de que “não preparou suficientemente o país”.

“Não está garantido que, apesar da maioria absoluta, esta legislatura chega ao fim, mas em princípio há estabilidade política”, disse o ainda dirigente, que não irá falar ao Congresso.

O segundo dia de trabalhos do congresso do PSD arrancou logo de seguida, às 11:13, com a continuação das moções de estratégia setoriais.

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