Num projeto de resolução - sem força de lei - entregue hoje na Assembleia da República, os sociais-democratas elogiam o “papel fundamental e altamente diferenciador” que as Forças Armadas tiveram, ao longo dos últimos meses, na contenção da pandemia da covid-19, “não apenas no apoio ao Serviço Nacional de Saúde, como também no apoio direto à população”.

“Os nossos militares desenvolveram, com elevada competência, ao longo dos primeiros meses desta pandemia, diversas ações de descontaminação de lares, escolas, estabelecimentos prisionais e outras instituições de cariz social, respondendo aos pedidos de ajuda que lhe foram chegando dos outros órgãos do Estado”, destaca o projeto assinado, entre outros, pela deputada Ana Miguel Santos e pelo líder parlamentar Adão Silva.

No entanto, os sociais-democratas consideram que “a intervenção das Forças Armadas neste tipo de missões não pode ser a de um mero dispensador de meios, humanos ou materiais”.

“As Forças Armadas devem assumir um papel decisivo no planeamento e operacionalização das ações de combate à covid-19, permitindo, com isso, uma melhor racionalização e empenhamento dos meios, representando mais eficiência no resultado”, consideram.

Para os deputados, numa altura em que o número de casos está a aumentar em Portugal e também na Europa, “o papel que as Forças Armadas podem desempenhar na contenção desta pandemia, sobretudo no apoio aos cidadãos que se encontram em situações de maior risco e vulnerabilidade, é verdadeiramente crucial”.

Na parte resolutiva do diploma (a que vai a votos), o PSD recomenda então ao Governo “que envolva as Forças Armadas no planeamento e operacionalização das ações a adotar nesta nova fase de combate à pandemia, designadamente nas ações de apoio aos cidadãos em situação de maior vulnerabilidade e de risco como é o caso dos lares e demais instituições sociais de todo o país que prestam serviços a esta franja da população mais desprotegida”.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 965.760 mortos e mais de 31,3 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.925 pessoas dos 69.663 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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