Os confrontos nas duas pontes principais na capital iraquiana também provocaram pelo menos 44 feridos, segundo as autoridades, que falaram sob condição de anonimato.

Informações iniciais apontavam para dois mortos, mas o número aumentou depois de dois manifestantes morrerem dos ferimentos.

Os combates também foram retomados durante a noite na cidade sagrada xiita de Karbala, ao sul de Bagdad, entre manifestantes e forças de segurança.

Em Bagdad, um manifestante foi morto quando as forças de segurança usaram munição real para afastar os manifestantes na ponte Ahrar.

O outro manifestante foi morto quando um cartucho de gás lacrimogéneo foi disparado na ponte Sinak, atingindo-o na cabeça.

Mais tarde, dois manifestantes morreram devido aos seus ferimentos.

Os manifestantes ocuparam partes das três principais pontes de Bagdad – Sinak e Ahrar e Jumurhiya – em direção à chamada Zona Verde, sede do Governo do Iraque.

Foram montadas tendas nas pontes e também no centro da praça Tahrir, o epicentro da contestação, onde voluntários de primeiros socorros tratam dos feridos.

“Por volta da 01:30 [22:30 em Lisboa], o tiroteio começou com munição real, gás lacrimogéneo e granadas de som”, explicou um voluntário que falou sob condição de anonimato por medo de represálias do Governo.

“Havia mártires e recebemos vários feridos”, pessoas com dificuldades respiratórias e ferimentos de bala, acrescentou.

Em Karbala, os manifestantes atiraram coquetéis Molotov contra forças de segurança, enquanto a polícia de intervenção respondeu atirando pedras aos manifestantes.

Desde que os protestos se iniciaram, em 01 de outubro, pelo menos 320 pessoas foram mortas e milhares de outras ficaram feridas em Bagdade e nas províncias do sul, sendo as vítimas principalmente xiitas.

Os manifestantes invadiram as ruas às dezenas de milhares por causa da alegada corrupção generalizada, falta de oportunidades de emprego e serviços básicos em degradação, apesar da riqueza petrolífera do país.

Os protestos em massa, sem líderes conhecidos, visam afastar a elite política do Iraque, acusada de corrupção descarada.

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