Os 15 arguidos, entre os 22 e os 33 anos, estão todos acusados de crimes de tráfico de droga, alguns dos quais na forma agravada, de acordo com a acusação do Ministério Público (MP), a que a agência Lusa teve hoje acesso.

Segundo o MP, durante os anos de 2018 e 2019, os 15 homens dedicaram-se à venda de produtos estupefacientes - haxixe, liamba e cocaína - a consumidores dos concelhos de Torres Vedras e Sintra, no distrito de Lisboa.

Um dos arguidos comprava a droga, armazenava-a e cortava-a em sua casa, vendendo-a tanto a outros fornecedores, que são arguidos neste processo, como a consumidores.

Os arguidos "atuavam em grupo, de modo organizado e concertado para, em conjugação de esforços e intentos, deterem, venderem e cederem haxixe, liamba e cocaína a terceiros", concluiu o MP.

Os arguidos estabeleciam contactos entre si, utilizando conversas curtas e codificadas para dissimular a atividade ilícita e dificultar o controlo das autoridades policiais.

Dos 15, sete estão acusados do crime de tráfico de droga agravado.

Treze dos arguidos foram detidos pela GNR em dezembro de 2019 e estão a aguardar julgamento, oito deles em prisão preventiva e cinco com apresentações periódicas às forças policiais.

Todos estão proibidos de estabelecer contacto entre eles.

Um dos 15 arguidos esteve em prisão preventiva em julho de 2018 e em casa com vigilância eletrónica entre julho e dezembro de 2018, passando a apresentar-se apenas às autoridades policiais com periodicidade e a estar proibido de contactar com pessoas conotadas com o tráfico e consumo de estupefacientes.

Outro dos arguidos foi constituído arguido em maio deste ano, tendo-lhe sido aplicado o termo de identidade e residência.

A rede foi investigada pela GNR durante cerca de um ano e meio.

Em dezembro de 2019, das 32 buscas realizadas a residências e veículos resultou a apreensão de quase quatro mil doses de haxixe, 500 de MDMA, 292 de canábis e 29 de cocaína, bem como 14 pés de canábis e 15 plantas do mesmo estupefaciente.

As drogas valeriam cerca de 11 mil euros no mercado.

Foram também apreendidos 11 veículos, mais de 4.500 euros em dinheiro, 80 telemóveis, 34 munições e sete balanças que os suspeitos usavam para supostamente pesar as doses dos estupefacientes.

Para o julgamento, agendado para começar a 20 de novembro, estão arroladas 76 testemunhas.

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