O acordo termina um impasse de semanas que impediu a nova maioria democrata de avançar em alguns processos legislativos e que provocou atritos entre os dois partidos, no início da nova legislatura no Congresso.

Schumer explicou que ele e o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, concordaram com as proporções dos comités e com outros pormenores logísticos na câmara alta do Congresso, onde cada um dos partidos tem 50 senadores e os democratas contam a vice-Presidente, Kamala Harris, para resolver com o seu voto de qualidade os eventuais empates.

Os senadores agora podem “começar a trabalhar prontamente, com os democratas a controlar a operação (…) e a lidar com as questões mais importantes”, disse Schumer.

A organização do Senado é normalmente um procedimento de rotina no início de um novo Congresso, mas, desta vez, as negociações prolongadas entre os dois partidos envolveram um jogo de poder delicado, já que os republicanos se recusaram a abrir mão do controlo sem primeiro tentar extrair dos democratas as concessões que Schumer se recusava a dar.

Em particular, McConnell queria que Schumer se comprometesse a que os democratas não acabariam com processos de obstrução legislativa, um pormenor que é vital para assegurar que o partido em minoria continua a ter alguma força no Senado.

Livrar-se desta ferramenta de procedimento tornaria mais fácil para a nova maioria aprovar a agenda do Presidente, Joe Biden, até um limite de 51 votos, em vez dos 60 votos normalmente necessários para avançar com os projetos.

O acordo – que aguarda aprovação em votação no Senado – implica que os democratas podem assumir o controle dos comités e iniciar outros processos que foram paralisados durante os eventuais impasses.

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