Entrevistado esta noite pela RTP-2, Rui Rio recusou-se a comentar o caso da correção do currículo académico de Feliciano Barreiras Duarte, que deu hoje origem à instauração de um inquérito por parte da Procuradoria-Geral da República.

O presidente dos sociais-democratas limitou-se a sugerir que os detentores de cargos públicos estão sempre expostos a acusações, utilizando o seu próprio exemplo quando esteve na presidência da Câmara do Porto.

Rio disse que “nunca tinha entrado num tribunal criminal” quando tomou posse na Câmara Municipal do Porto em 08 de janeiro de 2002 mas, a partir daí, e até deixar o cargo, em 2013, teve de lá ir muitas vezes, bem como os seus vereadores na autarquia, sem que alguma vez tivesse sido acusado ou condenado por algum crime.

“Saí da câmara: nunca mais entrei num tribunal criminal”, concluiu Rui Rio, quando questionado sobre o caso das incorreções no currículo académico do seu secretário-geral no PSD, noticiado pelo semanário Sol no sábado passado.

A curta entrevista foi quase exclusivamente dedicada ao tema da descentralização.

“Deve Portugal ter ou não autarquias regionais”, questionou Rui Rio, para logo a seguir dizer que sim, se assim se conseguir “reduzir a despesa pública, aumentar a qualidade da decisão e ainda aproximar os eleitos dos eleitores”.

O recém-eleito presidente do PSD (eleito em eleições diretas em janeiro e confirmado no Congresso Nacional em fevereiro) precisou que o entendimento com o Governo na presente legislatura é apenas ao nível da municipalização.

Quanto à criação de “autarquias regionais”, com uma dimensão maior que a dos municípios atuais, Rui Rio sustentou que é “um debate que tem de se fazer” após esta legislatura, até para saber que parte do Orçamento do Estado lhe deve estar alocada.

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