O líder social-democrata discursava na Festa do Pontal, para uma plateia que deixou a meia casa o largo central da vila serrana que este ano acolheu a festa do partido.

Comecemos pelo final do discurso.

O líder social-democrata terminou com umas quadras sobre a governação do Partido Socialista. Rui Rio diz ter-se inspirado no "maior poeta popular português", o algarvio António Aleixo.

“Se ele fosse vivo, eu gostaria de lhe pedir para fazer umas quadras sobre o Partido Socialista a governar. Mas como o António Aleixo não é vivo e não lhe posso pedir essas quadras (…), fiz um raciocínio, uma imaginação, concentrei-me um pouco e pensei cá para mim: ‘Como é que seriam essas quadras?’”.

Rui Rio declamou de seguida um poema da sua autoria, arriscando que António Aleixo escreveria “qualquer coisa deste género”:

O PS governa mal,
Só o presente lhe interessa.
O futuro de Portugal
É coisa que não tem pressa.

O circo monta e desmonta,
Dramatiza e sobressalta.
Tem sempre a novela pronta,
Espetáculo nunca falta.

Não são dadas a rigores
As políticas socialistas.
Foi assim com os professores,
E agora com os motoristas.

Mas o teatro montado
Que o povo irá julgar.
Por certo será derrotado
E o PSD vai ganhar.

A "guerra pela descentralização", uma das medidas do PSD

O presidente do PSD lembrou que a descentralização também faz parte do programa, afirmando que há um sentimento que “já roça a estupidez” no que toda à centralização: “Vamos comprar uma guerra pela descentralização e enfrentar os interesses instalados em nome do futuro do país”, afirmou Rui Rio.

Tornar a justiça mais eficaz é outro dos objetivos do partido, concentrado nos problemas da corrupção que “não se resolvem com notícias nos jornais”, afirmou Rui Rio, mas quando “a acusação dá lugar a um julgamento e a uma condenação. “Os julgamentos fazem-se nos tribunais e não nos jornais”, reforçou o presidente do PSD.

Ao longo do discurso ainda houve tempo para anunciar medidas a favor do ambiente, para se criar um “planeta que as pessoas merecem”, com uma menor produção de dióxido de carbono e uma melhor florestação do país que permita a neutralidade carbónica.

Sem referir o nome de António Costa, o líder social-democrata dedicou uma parte do seu discurso a enumerar as várias razões pelas quais os portugueses não deveriam votar no PS nas próximas eleições.

A utilização do Estado pelos socialistas para “servir o próprio partido e as suas famílias” ou a incapacidade para aproveitar a conjuntura económica, nomeadamente com taxas de juros negativas, para relançar a economia nacional, foram alguns dos pontos negativos apontados por Rui Rio à governação do PS.

As críticas passaram ainda pelo que Rui Rio disse ser a degradação dos serviços públicos, pelo aumento das listas de espera para cirurgias, pela “novidade socialista” das falhas do INEM, pela crescente falta de médicos e pelas novas medidas de incentivo à utilização dos serviços públicos, feitas “em cima do joelho”, já que os prestadores de serviços “já vieram dizer que ainda não receberam as compensações indemnizatórias”.

Na Festa do Pontal, foram ainda apresentados os cabeças de lista às eleições legislativas de 6 de outubro.

(Notícia atualizada às 22h25)

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