O número de casos suspeitos é hoje de 168 contra 145 casos na segunda-feira, de acordo com um comunicado da DGS divulgado hoje à noite.

Até às 19:00 de hoje tinham sido registados 168 casos suspeitos, a maioria com ligação ao Hospital de Santo António, no Porto, estando internados seis doentes, “com situação clínica estável e a aguardar investigação laboratorial”, diz-se no comunicado. A DGS precisa que dos 168 casos reportados 62 foram confirmados e 80 negativos, havendo mais 25 casos que aguardam resultado laboratorial.

Diz também a DGS que dos 62 casos confirmados, todos adultos, um pertence à região Centro, com ligação ao surto que decorre na região Norte.

A DGS e a rede de autoridades de Saúde, em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, está a acompanhar a situação e a partir de quarta-feira atualizará a informação sobre o sarampo, sobre a forma de Boletim Epidemiológico, diariamente ao fim da manhã.

A DGS recomenda que as pessoas verifiquem os boletins de vacinas e que, caso seja necessário, se vacinem contra o sarampo, recordando tratar-se de “uma das doenças infecciosas mais contagiosas podendo provocar doença grave, principalmente em pessoas não vacinadas”.

Menos de dois anos depois de Portugal ser reconhecido oficialmente como estando livre de sarampo, o país depara-se com o terceiro surto da doença no espaço de um ano.

Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países.

Entre 2006 e 2014, Portugal tinha registado apenas 19 casos de sarampo, quase todos importados. Este ano e no ano passado já ultrapassou os casos registados em quase uma década.

Portugal teve dois surtos simultâneos em 2017, que infetaram quase 30 pessoas e levaram à morte de uma jovem de 17 anos.

Segundo os dados de 2017, mais de 87% das pessoas que contraíram sarampo não estavam vacinadas.


Última atualização às 21:15

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