O incidente ocorreu na cidade de Palmácia, a cerca de 75 quilómetros de Fortaleza, capital do estado, quando um grupo de supostos assaltantes foi surpreendido por agentes da Polícia Militar.

O tiroteio resultou na morte de seis assaltantes, que, segundo a versão oficial da polícia, cometeram roubos em Palmycia.

Segundo o portal do G1, também há quatro feridos, dois deles agentes da polícia.

O incidente acontece no meio de uma intensa onda de violência no Ceará, que começou no início do ano e obrigou o Governo do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no poder desde 1 de janeiro, a enviar cerca de 500 oficiais da Força de Segurança Nacional para a região.

O Presidente também ordenou o reforço da Polícia Rodoviária Federal, enquanto o Governo do Ceará convocou cerca de 1.200 agentes da Polícia Militar da reserva a voltar ao trabalho para reforçar a segurança.

Os ataques, na sua maioria incêndios de veículos, prédios públicos, viadutos e agências bancárias, continuam. Até agora, o número de presos ligados a esses atos de vandalismo chega a 404, segundo dados oficiais.

Além disso, prisioneiros considerados perigosos e acusados de liderar organizações criminosas foram transferidos para prisões de segurança máxima administradas pelo Governo central.

As autoridades suspeitam que os ataques tenham sido ordenados de dentro das prisões por líderes de fações que estão insatisfeitos com as mudanças prometidas pelo novo Governo.

De acordo com investigações, os ataques começaram logo depois de o governador do Ceará ter anunciado medidas destinadas a endurecer os controlos dentro das prisões e reprimir atividades ilegais coordenadas por detidos dentro das prisões.

Bolsonaro, líder da extrema-direita no Brasil e que prometeu combater a violência no país onde 63.880 pessoas foram assassinadas no ano passado segundo dados oficiais, classificou os atos de vandalismo no Ceará como “terroristas”.

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