Assim, o Conselho Deontológico daquela estrutura sindical pede “aos diretores de informação, como responsáveis máximos pelas escolhas editorias e conteúdos jornalísticos divulgados pelos órgãos de comunicação social que tenham em conta as necessidades das suas redações obedecerem a um estreito respeito pelas regras deontológicas quer no acompanhamento e tratamento jornalísticos da pandemia da covid-19, quer em todos os assuntos noticiados”, lê-se na mesma nota.

O SJ recorda que “Portugal vive um momento único, em que o papel e a responsabilidade social do jornalismo são vitais”, sendo que, até por isso, “a missão de informar e de escrutínio que compete ao jornalismo tem de ser desempenhada com um atento cuidado no respeito das regras deontológicas dos jornalistas”, salienta o organismo.

O organismo recorda que emitiu em 14 de março uma nota sobre a cobertura jornalística da pandemia de coronavírus e recordou as recomendações desse documento.

“O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas condena interpretações e noticiário alarmista da situação da pandemia, de modo a cumprir o dever de bem informar, sem criar um clima de pânico público”, lê-se num comunicado desse dia.

O mesmo órgão pediu aos jornalistas “que não caiam em práticas levianas que prejudicam a comunidade, ao efetuarem a cobertura jornalística da pandemia de coronavírus”.

O SJ apelou ainda para serem ponderadas “com muito cuidado” opções editoriais que possam por em causa “o bem maior em nome do interesse público”, como o uso da linha SNS 24 para fazer reportagens, e sublinhou que os profissionais de comunicação social devem respeitar “a privacidade de todas as pessoas”.

O Conselho Deontológico pediu também “aos jornalistas de imagem (fotojornalistas e vídeojornalistas) que não recolham imagens em que seja exposta a identidade de doentes ou de pessoas que suspeitam estar infetadas”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 114 mil mortos e infetou mais de 1,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Dos casos de infeção, quase 400 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 535 mortos, mais 31 do que no domingo (+6,2%), e 16.934 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 349 (+2,1%).

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