Até setembro deste ano, o Serviço Nacional de Saúde já pagou mais de 400 milhões de euros em horas extraordinárias e em prestações de serviço, de acordo com dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) publicados esta quinta-feira no Público.

Segundo a notícia, os enfermeiros já fizeram mais de cinco milhões de horas extras e os médicos mais de quatro milhões. Sendo que para colmatar a falta de recursos humanos, há que somar à fatura o recurso às prestações de serviço.

Nos último anos, o dinheiro gasto tanto em horas extra como em prestação de serviços tem vindo a aumentar. E em relação ao segundo espera-se que a tendência se mantenha, uma vez que nos primeiros 10 meses do ano o número de horas suplementares realizadas pelos profissionais de saúde já é superior a 18,5 milhões, um valor superior ao de 2020.

Deste total, os enfermeiros são o grupo profissional que mais horas extra realizou entre janeiro e setembro deste ano, num total acumulado de 5,5 milhões de horas, o que equivale a 80,7 milhões de euros. Seguem-se os médicos, 4,4 milhões de horas extra, o que equivale a 141,7 milhões de euros. No que diz respeito a outros profissionais do SNS, há a contabilizar sete milhões de horas de trabalho suplementar, o que diz respeito a 77,1 milhões de de euros.

Assim, 2020, que já tinha sido um ano recorde de horas feitas a mais, com a chegada da pandemia a Portugal a fazer disparar a necessidade de recurso a trabalho suplementar, é ultrapassado por 2021. Não só em termos de horas - já tem 1,2 milhões a mais, com três meses por contabilizar -, mas também em despesa uma vez que face aos 400 milhões de euros gastos este ano, no ano passado foram despendidos 322,4 milhões

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