A audição do ministro da Defesa foi requerida pelo CDS-PP e hoje aprovada por unanimidade na comissão parlamentar de especialidade, ficando agendada para a próxima quarta-feira às 16:30. A audição terá duas partes, uma sobre a política de Defesa e uma segunda para os esclarecimentos sobre o furto de Tancos.

“Desde a primeira hora que as contradições e as disparidades das declarações” do primeiro-ministro, do ministro da Defesa, do chefe do Estado-Maior do Exército e do chefe do Estado-Maior General das Forças Armas “têm sido notórias”, argumentou o CDS-PP.

Os centristas pretendem que o ministro da Defesa esclareça “como pode ter a certeza de o conjunto do material furtado ter sido todo recuperado, e como obteve essa garantia, considerando que o chefe do Estado-Maior do Exército afirmou na comissão que nunca a deu”.

Na audição realizada no passado dia 31 de julho, o CEME, Rovisco Duarte, disse que o Exército “nunca deu garantias de que o material encontrado correspondia ao material furtado”.

No requerimento, o CDS-PP fez notar que a afirmação “conflitua” com declarações de Azeredo Lopes proferidas a 26 de outubro do ano passado, após a recuperação do material furtado, na Chamusca.

“O Governo regista e acho que todos registamos como extremamente positivo o facto de o conjunto de material de guerra que não tinha sido recuperado ser recuperado e o facto de ser a primeira vez, que eu me recorde, em democracia, num furto desta natureza, de o material roubado ou furtado ter sido recuperado”, declarou na altura o ministro da Defesa.

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