“O nosso plano [de reestruturação] é muito duro, muito exigente, o que faz com que todo o grupo TAP tenha de ser mais eficiente. […] Os custos em todas as áreas terão também de baixar, é natural que, no que toca aos serviços que são prestados em termos de ‘handling’, isso também esteja contemplado”, afirmou Miguel Frasquilho, que foi ouvido ao final da tarde pela comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

O responsável sublinhou, porém, que o plano, que espera que possa ser avaliado e aprovado pela Comissão Europeia "entre abril e maio", prevê que a TAP continue a ter serviços de ‘handling’ e que é natural que a companhia aérea continue ligada à Groundforce, uma relação que já dura há muito tempo.

Também ouvido hoje pela na comissão, o acionista maioritário da Groundforce, Alfredo Casimiro, afirmou que a TAP já tinha colocado à empresa de ‘handling’ a questão dos descontos na prestação de serviços.

“Nós achamos que enquanto não vier o plano aprovado de Bruxelas, não é o momento certo para discutir. […] Nós precisamos de perceber qual é o tamanho e as rotas com que a TAP vai ficar no futuro, para podermos depois ajustar o nosso preço para a TAP e podermos eventualmente conseguir algum desconto”, referiu Alfredo Casimiro.

Quanto à renegociação do contrato de prestação de serviços com a Groundforce, que termina em junho de 2022, o presidente do Conselho de Administração da transportadora aérea disse que esse é um tema que “ainda não foi aberto”.

Alfredo Casimiro admitiu hoje que, por forma a responder ao aumento de capital proposto pela TAP no domingo, precisa da garantia que a TAP vai renovar o contrato de prestação de serviços por 10 anos.

O presidente do Conselho de Administração, o último a ser ouvido hoje no parlamento, depois dos representantes dos trabalhadores e da Pasogal, afirmou perante os deputados que não lhe parece “normal” renegociar um contrato de prestação de serviços por 10 anos.

“Mas é evidente que estamos disponíveis para essa renegociação, que penso que será muito importante, quer para a TAP, quer para a Groundforce”, acrescentou.

Os trabalhadores da Groundforce ficaram a saber, no final de fevereiro, que devido ao impacto da pandemia, a empresa não tinha dinheiro para o pagamento de salários e iniciaram uma série de manifestações a pedir a intervenção do Governo.

Segundo a informação hoje transmitida pelos representantes dos trabalhadores, os salários em atraso serão pagos até segunda-feira.

A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.

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