“A Companhia aérea portuguesa, em estreita colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), solicitou ao Governo de Angola e de Cabo Verde autorização para a realização de mais dois voos extra que têm como objetivo continuar a trazer de volta a casa e às suas famílias mais de 400 portugueses, bem como transportar carga médica e humanitária”, lê-se num comunicado divulgado pela TAP, que especifica que “os voos, de ida-e-volta para Praia, em Cabo Verde, e de Luanda, em Angola, para Lisboa, estão previstos para sexta-feira, dia 27 de março”.

No comunicado, adianta-se que “os voos já foram colocados em sistema, sendo que as reservas poderão ser feitas no site da TAP, www.flytap.com, ou nas agências de viagens”.

A TAP diz que garante “todas as condições de segurança e operacionais para a realização destes dois voos que, à semelhança dos voos extra operados pela Companhia para África ao longo desta semana, estão a realizar-se em condições operacionais atípicas, motivadas pelas diversas restrições impostas por governos e autoridades” dos países que tentam conter a propagação da pandemia da Covid-19.

Lembrando que “o Governo de Cabo Verde implementou restrições aos voos oriundos de Portugal, de outros países europeus com focos epidemiológicos da Covid-19, do Brasil, EUA, Senegal e Nigéria”, a TAP afirma que, “considerando que os tempos de voo o permitem”, realizará “voos de ida e volta”.

Já para Angola, “a TAP voará Lisboa-Luanda e Luanda-Faro-Lisboa, trocando a tripulação em Faro e assegurando que as tripulações não ficam de quarentena em Luanda, conforme prescrito pelas autoridades angolanas; o voo de Luanda será operado por um A330-900neo com capacidade de trazer 298 passageiros”, aponta-se no comunicado.

O número de mortes causadas pela Covid-19 em África subiu hoje para 72 com o número de casos acumulados a ultrapassar os 2.700 em 46 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia.

No total, estão contabilizados neste continente 2.746 casos de infeção desde o início da pandemia e 72 mortes, de acordo com dados do Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças da União Africana (ÁfricaCDC), que reporta dados registados até 09:30 de Adis Abeba (06:30 horas de Lisboa) e contabiliza apenas 46 países.

Nos países lusófonos, Angola e Cabo Verde registam, cada um, três casos da Covid-19 nos seus territórios, Moçambique confirmou cinco e a Guiné-Bissau dois.

Na Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o ÁfricaCDC regista nove pessoas infetadas com a doença, mas o Governo do país já confirmou 11 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 240.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados.

Mais de 20 países do continente africano adotaram medidas para a contenção da propagação do vírus, incluindo a quarentena, encerramento de fronteiras, fecho de escolas e proibição de encontros religiosos, desportivos ou culturais.

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