“Não saímos, não saímos”, foi o grito que se ouviu nos Aliados assim que foi conhecida a decisão em Lisboa.

Após os encontros no parlamento, a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e Federação Portuguesa do Táxi apelaram para que os profissionais se mantenham em protesto nas ruas, defendendo que o protesto deve continuar.

Em declarações à Lusa, Carlos Lima da Federação de Táxis do Porto, disse que as promessas feitas hoje nas reuniões com os partidos “não satisfazem, não chegam”

“Por isso não podemos sair daqui. O que nos prometem é muito pouco”, assinalou.

Questionado sobre a necessidade de autorização para os taxistas poderem permanecer na avenida dos Aliados, o responsável disse que iria “de imediato falar com o comandante metropolitano da PSP”.

Pelas 19:15, os taxistas já tinham montada uma pequena tenda de campismo em frente á Estátua de Almeida Garrett, nos Aliados.

Ao longo da avenida estão concentrados cerca de 200 táxis, ocupando uma faixa de rodagem em cada sentido.

Os taxistas manifestam-se hoje em Lisboa, Porto e Faro contra a entrada em vigor, em 01 de novembro, da lei que regula as quatro plataformas eletrónicas de transporte que operam em Portugal – Uber, Taxify, Cabify e Chauffeur Privé.

Desde 2015, este é o quarto grande protesto contra as plataformas que agregam motoristas em carros descaracterizados, cuja regulamentação foi aprovada, depois de muita discussão, no parlamento, em 12 de julho, com os votos a favor do PS, do PSD e do PAN, os votos contra do BE, do PCP e do PEV, e a abstenção do CDS-PP.

A legislação foi promulgada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em 31 de julho.

Os representantes do setor do táxi enviaram à Assembleia da República um pedido para serem hoje recebidos pelos deputados, a quem pediram esta tarde seja iniciado o procedimento de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma e que, até à pronúncia do Tribunal Constitucional, se suspendam os efeitos deste, “por forma a garantir a paz pública”.

Desta vez, os táxis mantêm-se parados nas ruas e não realizam uma marcha lenta.

Ao início de tarde, perto de 1.500 carros estavam concentrados nas três cidades, segundo a organização: perto de 1.000 em Lisboa, cerca de 200 em Faro e 280 no Porto.

A meio da tarde, no Porto, houve um momento de alguma tensão entre um taxista que insultou e tentou agredir o dirigente da ANTRAL.

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