Num plenário hoje realizado, os trabalhadores avaliaram uma contraproposta da empresa relativamente às negociações do acordo coletivo de trabalho para este ano, que têm sido sucessivamente adiadas devido à pandemia.

Aos trabalhadores foi apresentada a proposta de um aumento de 0,3% na tabela salarial e da prorrogação da vigência por mais um ano (até 2024) do Acordo de Empresa.

“A decisão unânime dos trabalhadores foi aceitarmos efetivamente o acordo relativamente à prorrogação do ano de vigência, situação que valorizamos, mas consideramos manifestamente insuficiente o aumento salarial de 0,3% para 2020”, disse à Lusa Anabela Carvalheira, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), afeto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).

No entanto, de acordo com a representante, apesar da recusa formal dos aumentos de 0,3%, os trabalhadores estão disponíveis “para encerrar este processo negocial, desde que o Conselho de Administração aplique os 0,3% por atos de gestão”, de forma a iniciarem “uma proposta reivindicativa para 2021”.

“A partir daqui, cumprindo os prazos do acordo coletivo de trabalho, entregar uma nova proposta reivindicativa a partir do fim deste mês, que será depois negociada para [valer] a partir de janeiro de 2021”, afirmou, sublinhando que este ano não houve negociação salarial, sucessivamente adiada devido à pandemia.

A proposta de aumento de 0,3% apresentada pela empresa está em linha com o aumento aprovado pelo Governo para os trabalhadores da Administração Pública relativamente a 2020.

Contudo, estes valores foram considerados insuficientes pelos trabalhadores, tendo em conta que “os trabalhadores do Metropolitano são também o garante da mobilidade de transporte na cidade de Lisboa e do desenvolvimento da economia, bem como têm sido os trabalhadores que têm estado sempre na linha da frente nesta altura pandémica, garantindo sempre um transporte público com a melhor qualidade possível”, acrescentou Carvalheira.

Quanto à prorrogação da vigência do Acordo de Empresa, esta era também uma reivindicação dos sindicatos, mas em plenário realizado em 09 de outubro os trabalhadores aprovaram um prolongamento de dois anos, com o objetivo de estabilizar as relações laborais.

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