“Os jornalistas, como todos os americanos, deverão poder exercer a sua função sem o medo de serem vítimas de ataques violentos”, declarou Trump a partir da Casa Branca.

Esta declaração já está a ser considerada surpreendente, por ser produzida por alguém que regularmente designa os jornalistas acreditados na presidência de “fake news” (notícias falsas), mentirosos, e definindo-os como “inimigos do povo”.

O tiroteio ocorreu na quinta-feira, pelas 14.30 locais (19.30 em Lisboa), quando Jarood W. Ramos entrou na redação do diário em Annapolis, capital do estado norte-americano do Maryland, perto de Washington DC, e abriu fogo, antes de ter sido detido.

Nas suas declarações de hoje, Trump também referiu que o tiroteio “chocou as consciências da nação e encheu os nossos corações de mágoa”.

Quatro jornalistas e uma comercial foram atingidos mortalmente e outras duas pessoas que se encontravam na redação ficaram feridas.

O atacante, com cerca de 30 anos, tinha uma longa história de conflitos com o jornal, incluindo um processo legal e ameaças a jornalistas.

Numa primeira reação logo após o incidente, Trump tinha já referido que os seus “pensamentos e orações” estão com as vítimas do tiroteio.

“Os meus pensamentos e orações estão com as vítimas e suas famílias”, afirmou Donald Trump, na rede social Twitter, agradecendo às autoridades de socorro e agentes da polícia que se deslocaram para o local.

O autor do ataque de quinta-feira no jornal Capital Gazette foi hoje formalmente acusado de cinco crimes de homicídio qualificado e recusada uma fiança, permanecendo sob detenção.

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