Questionado pelos jornalistas se a PJ tinha alguma outra linha de investigação, que não a de suicídio, Luís Neves respondeu que os dados de que a PJ dispõe, não só relativos à noite passada - quando o gestor do EuroBic foi encontrado morto -, como também de outra ocorrência anterior, apontam para que "não haja intervenção de terceiros" nesta morte.

Luís Neves falava após a assinatura de um protocolo com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), o Instituto Politécnico de Beja e o Centro de Formação Profissional da Indústria Eletrónica, Energia, Telecomunicaçoes e Tecnologias da Informação para formalizar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na prevenção e combate aos abusos sexuais de crianças na internet.

O gestor, de 45 anos, foi encontrado morto quarta-feira à noite na sua casa no Restelo, em Lisboa.

Nuno Ribeiro da Cunha já tinha sido encontrado no passado dia 7 de janeiro numa residência de férias, em Vila Nova de Milfontes, com ferimentos graves, suspeitando-se mesmo que pudesse ter sido alvo de uma tentativa de homicídio. No entanto, o próprio terá dito às autoridades que tentou pôr termo à vida.

Por haver suspeita de tentativa de homicídio, a GNR contactou a Polícia Judiciária de Portimão, que esteve no local e está a investigar o caso.

Ontem, 22 de janeiro, as autoridades acabaram por encontrá-lo morto em casa. Segundo fonte da PSP, “tudo aponta para suicídio”.

Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) adianta que PSP foi alertada para uma ocorrência pelas 21:30.

A PSP refere que Nuno Ribeiro da Cunha terá alegadamente “cometido suicídio na garagem”.

Segundo a polícia, o corpo foi transportado para o Instituto de Medicina Legal, sendo toda a gestão da ocorrência bem como o cenário encontrado no local processados pela PSP.

Nuno Ribeiro da Cunha foi constituído arguido por alegada má gestão e desvio de fundos da petrolífera Sonangol, juntamente com Isabel dos Santos, Sarju Raikundalia, ex-administrador financeiro da Sonangol, Mário Leite da Silva, gestor da empresária e presidente do conselho de administração do Banco de Fomento Angola (BFA) e Paula Oliveira, administradora da NOS e amiga de Isabel dos Santos.

Isabel dos Santos, filha do antigo presidente da República de Angola José Eduardo dos Santos, é alvo de um processo-crime que surgiu na sequência de uma denúncia do presidente do conselho de administração da petrolífera, Carlos Saturnino.

Na quarta-feira o procurador-geral angolano anunciou que a empresária Isabel dos Santos foi constituída arguida por alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem pela petrolífera estatal Sonangol.

A decisão da justiça angolana tem lugar depois de o Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ) ter revelado no passado domingo mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de ‘Luanda Leaks', que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano, utilizando paraísos fiscais.

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