"Parece-me inacreditável, e de um autoritarismo total, que o Metro vá fazer obras sem dizer se serão só subterrâneas ou à superfície também", disse à agência Lusa a presidente da UACS, Carla Salsinha.

De acordo com o Plano de Desenvolvimento Operacional da Rede do Metropolitano de Lisboa, apresentado esta semana, o serviço vai ter mais duas estações até 2022 - Estrela e Santos -, com o custo estimado de 216 milhões de euros, com recurso a fundos comunitários e a empréstimo no BEI - Banco Europeu de Investimento.

Estão também previstas estações de metro nas Amoreiras e em Campo de Ourique, embora nestes dois casos sem uma data prevista de conclusão.

Do plano consta também o encerramento da estação de Arroios a 19 de julho - e durante 18 meses - para obras que vão permitir o funcionamento de comboios com seis carruagens na Linha Verde e custarão mais de sete milhões de euros.

"Não sabemos se teremos o comércio todo entaipado", afirmou Carla Salsinha, salientando que “o Metro deveria ter o respeito de avisar os comerciantes".

Segundo a responsável, os comerciantes "não questionam as obras, porque é obvio que têm de ser realizadas".

Por isso, a UACS pede que a administração do Metro se sente com a associação e "esclareça como vai ser a obra, o que vai acontecer", até porque estão a circular várias informações não oficiais sobre como decorrerão os trabalhos, o que preocupa os empresários.

"Fechar as saídas das estações de metro faz com que as pessoas façam percursos completamente diferentes e já não passem nos comércios a que estão habituadas", comentou a representante.

Por isso, teme-se que a medida tenha um impacto negativo e possa contribuir para o encerramento de alguns negócios.

Carla Salsinha fez um paralelo com as obras que ocorreram na estação do Areeiro e que tiveram impacto negativo no comércio local.

"O Metro não pode tratar-nos como se não interessássemos", vincou, classificando a atitude da empresa como "autoritarismo e falta de respeito".

A UACS referiu também que em janeiro enviou uma carta à administração do Metropolitano a dar conta destas preocupações e a pedir uma reunião, mas ainda aguarda resposta.

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