O documento foi lançado no início deste mês e conta, até ao momento, com mais de uma centena de assinaturas, destinando-se a entidades como o Presidente da República, o primeiro-ministro, a ministra da Saúde, o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e entidades de saúde local.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Comissão de Utentes da Castanheira do Ribatejo, Pedro Gago, explicou que o abaixo-assinado pretende “dar resposta a vários problemas existentes do centro de saúde local, nomeadamente a nível da marcação de consultas, de pedido de receituário” e pretende também que haja um reforço de médicos de família.

Segundo adiantou Pedro Gago, num universo de 8.133 utentes existem 1.470 pessoas sem médico de família, trabalhando atualmente no centro de saúde da Castanheira do Ribatejo cinco clínicos.

O responsável da comissão de utentes também alertou para o facto de vários utentes da Castanheira do Ribatejo estarem a ser encaminhados no período da noite para o centro de saúde da Póvoa de Santa Iria (cerca de 23 quilómetros), sem garantia de consulta.

Outra situação que preocupa os utentes da Castanheira do Ribatejo é a dificuldade manifestada pela administração do Hospital de Vila Franca de Xira em “conseguir assegurar a capacidade de resposta”, nomeadamente na área das urgências, internamento e especialidades.

“Da nossa parte já solicitámos uma reunião à nova administração do hospital para perceber aquilo que se está a passar. Também pedidos uma reunião ao novo presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira”, adiantou.

No início de outubro, a Ordem dos Médicos (OM) alertou para a falta de médicos e de condições de trabalho no Hospital de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, onde encontrou, na altura, doentes em observação na garagem.

O presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Valentim Lourenço, fez uma visita àquele hospital e esteve reunido com médicos e administração para verificar no local as dificuldades que existem.

“Nos últimos seis meses, começámos a ter pedidos de escusa de responsabilidade, relatos de situações de insuficiência de serviços, de escalas que não eram completadas, algo a que não estávamos habituados neste hospital”, afirmou.

Alexandre Valentim Lourenço disse ter saído da visita “muito preocupado”, porque “muitos dos problemas que existem em todo o Serviço Nacional de Saúde se estão a alastrar aqui".

O responsável não soube precisar quantos médicos faltam, mas disse que todas as especialidades se queixam do problema e desafiou a direção clínica a “fazer um apanhado real do que é que é preciso para meter este hospital a trabalhar, sem recorrer a 70% de prestadores de serviço e a empresas externas”, que é o que acontece atualmente.

Segundo o representante, o hospital transformou uma garagem em enfermaria covid-19, mas “acabou a covid” e “ela continua a ser necessária”.

Na sexta-feira, os cinco presidentes das câmaras municipais abrangidas pela área de influência do Hospital de Vila Franca de Xira manifestaram a intenção de reunir com a ministra da Saúde para expor a sua preocupação com a capacidade de resposta da unidade hospitalar.

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