“Salientamos que continuam a existir a nível nacional várias centenas de doentes cujos tratamentos propostos pelos respetivos médicos continuam a aguardar a necessária autorização da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), sem a qual os doentes não podem ser tratados”, refere o bastonário da Ordem, Miguel Guimarães, numa nota divulgada hoje, Dia Mundial das Hepatites.

A Ordem dos Médicos alerta ainda para o facto de a negociação feita com a indústria farmacêutica ter “aparentemente esquecido” os doentes com genótipo 2, uma das variações do vírus da hepatite C.

Apesar de ser um subtipo minoritário, a Ordem considera que “os seus portadores não podem ter menos direitos ao tratamento adequado”, sublinhando que isso coloca “problemas de índole ética e legal insustentáveis” e que “podem ter graves repercussões” sobre a saúde desses doentes.

“É impensável não tratar estes doentes tal como os restantes”, escreve o bastonário Miguel Guimarães.

A Ordem dos Médicos lamenta ainda que, “por um esquecimento” na negociação, a disponibilização desses medicamentos a estes doentes “venha onerar diretamente os hospitais com custos muito superiores aos que teriam” se a negociação tivesse previsto esta situação.

“Esta situação deve ser reduzida rapidamente”, apela Miguel Guimarães.

A Ordem dos Médicos sublinha ainda a necessidade de se realizar um rastreio nacional de modo a conhecer a realidade do país quanto ao número de doentes com hepatite C, por haver uma aparente disparidade entre o número de infetados assumido pelo Governo e aquele que os especialistas estimam.

Vários peritos, grupos de médicos e representantes de doentes têm defendido há uns anos um rastreio nacional à hepatite C.

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